domingo, 27 de outubro de 2019

Impressões da formação continuada! - Parte 5 (final)

Olá pessoal!

Chegamos ao relato do 5º e último encontro, que ocorreu no dia 11 de outubro de 2019 e totalizou as 20 horas disto que se assemelhou a um curso de formação continuada de professores.

Nesse dia os participantes iriam finalizar a proposta metodológica (plano de aula), entretanto como não houve tempo de iniciar essa atividade no terceiro encontro, tudo foi iniciado e finalizado neste último encontro.

Na proposta metodológica a ser elaborada, deveriam estar inclusas as ferramentas tecnológicas e métodos ativos de aprendizagem, além da definição das avaliações diagnóstica, formativa e somativa.
Os participantes definiram o curso, modalidade de ensino, turma, disciplina e o conteúdo que iriam trabalhar ainda este ano em sala de aula. Em seguida foram orientados a redigir os objetivos de aprendizagem conforme a Taxonomia de Bloom e integrar os objetivos de aprendizagem com outra disciplina/conteúdo. Nessa proposta também deveria constar além dos objetivos, o cronograma (quando e quantas seriam necessárias para a aplicação da proposta), as atividades a serem desenvolvidas, os recursos necessários, as pessoas envolvidas e o método avaliativo.

Após as orientações, os participantes ficaram produzindo sozinho ou em dupla, como foi o caso do nosso agente da pesquisa.

A avaliação foi realizada de acordo com os objetivos de aprendizagem estabelecidos no primeiro encontro e o momento de demonstração de competência, apresentação do que foi produzido foi avaliado também pelo professor Dr. Antônio dos Santos Júnior (meu orientador nessa pesquisa de mestrado).

As 02 produções podem ser encontradas no link do Drive, mas seguem nas figuras seguintes para ilustrar melhor.



Figura 1. Produção da disciplina de Manutenção Elétrica do participante agente da pesquisa (que será aplicado no 4º ano do ensino médio integrado ao curso técnico em Eletrotécnica.



Figura 2. Produção da disciplina de Desenho Técnico para o 1º ano do ensino médio integrado ao curso técnico em Edificações.



As produções procuraram atender aos critérios mínimos dos objetivos de aprendizagem ("BOM" desempenho do professor) nos domínios do "Saber, Fazer, Conviver e Ser". Os domínios cognitivos "Saber e Fazer" em alguns quesitos obtiveram avaliação "ÓTIMA", significando que atingiram os níveis mais altos da aprendizagem no conteúdo proposto. 
Somente através das produções, não pudemos verificar os domínios afetivos da Taxonomia de Bloom, o "Conviver e o Ser", mas observando a desenvoltura dos participantes ao longo dos encontros, acredito que as posturas serão modificadas com o passar do tempo, com a atenção/percepção deste professor para com as necessidades de formação do novo estudante do século XXI, da aplicação e adaptação deste professor ao novo cenário de métodos de ensino-aprendizagem centrados no estudante e ferramentas digitais para auxiliar  as deficiências pedagógicas acentuadas nos professores bacharéis.

Ao final houve um momento em que os participantes expuseram suas impressões sobre a capacitação e de maneira geral gostaram de conhecer as ferramentas, estratégias e métodos de ensino-aprendizagem, da Aprendizagem Significativa que para alguns era novidade e puderam levantar hipóteses sobre a eficiência ou não de seu trabalho em sala de aula, da Taxonomia de Bloom que puderam entender na prática o seu significado e importância para a avaliação do estudante e direcionamento das aulas. Elogiaram as aulas dinâmicas nas quais os assuntos eram aprendidos através de atividades práticas, do próprio uso das estratégias/ferramentas e metodologias ativas. Os pontos negativos perpassaram pelas aulas expositivas que eram cansativas, da duração dos encontros que eram de 4 horas seguidas e que poderiam haver mais atividades dinâmicas.

Percebam que quando estamos na condição de professor, a tendência à aula expositiva é algo natural e não costumamos enxergar o quão desgastante pode ser para o aluno. Quando passamos da condição de professor para aluno (de um curso como este), ao experienciar atividades dinâmicas, no qual o aluno é protagonista de seu processo de desenvolvimento, a aula expositiva passa a ser cansativa e muitas vezes inviável dependendo das condições físicas e psicológicas do aluno. Vale a reflexão!

O próximo passo é verificar nas turmas em que será aplicada a proposta (plano de aula da disciplina de Manutenção Elétrica) as impressões dos alunos de como eram/são as aulas no que se refere à metodologia empregada pelo professor, os recursos utilizados e a aprendizagem destes alunos. A seguir acompanharemos a aplicação da proposta em sala de aula (durante 3 semanas) e ao final faremos uma verificação com os alunos para saber se as impressões sobre as aulas mudaram, se a proposta melhorou o ensino-aprendizagem destes estudantes.
Um questionário será enviado para o professor agente dessa pesquisa para que ele também exprima suas impressões.


Até o próximo post!








sábado, 26 de outubro de 2019

Impressões da formação continuada! - Parte 4


Para o 4º encontro estava prevista a apresentação de mais algumas ferramentas, métodos de ensino e exemplos de aplicação.
As ferramentas eram: Powtoon, Youtube, Google Forms, Wordcloud, Magisto, Blog, Kahoot
Os métodos de ensino eram: 

  • Minute paper/Learning selfie  
  • Learning Café
  • Brainstorm+Value clock
  • Aula expositiva – dicas de melhoria
  • Feedforward 
  • Gamificação (Kahoot)


A ideia era que os participantes elaborassem algo em cada uma das ferramentas após a apresentação delas e do que poderia ser feito com elas, entretanto não houve motivação e tempo hábil para isso. Parte dos participantes não se interessou pois não enxergou a aplicabilidade em suas disciplinas, sendo dispensável, suplementar ao cumprimento da ementa. Acredito que não conseguiram enxergar as ferramentas como algo a ajudá-los no processo pedagógico (faço referência ao modelo TPACK).

Já os métodos obtiveram uma aceitação melhor. O Minute Paper foi aplicado com eles e lancei a pergunta "Como vocês estão se sentindo neste momento?" e estabeleci o tempo de 01 minuto para que escrevessem no papel. A experiência foi interessante pois puderam externar suas emoções e se sentiram acolhidos. Ao revelar que a intenção da atividade era justamente essa e de dar ao professor subsídios (informações de quem eram seus alunos, como estavam se sentindo, sua rotina e dificuldades etc) para definirem a melhor maneira de conduzir a aula, estes perceberam que poderia ser útil aplicá-la. Um dos professores aplicou a técnica em uma turma em que dá aula e compartilhou que a experiência foi muito boa, reveladora, de boa aceitação por parte dos alunos e quando eles [os alunos] questionaram esse professor da intenção da atividade, se sentiram "vistos" por este professor, importantes no processo educacional e não seres passivos e distantes desse professor.

Foram dadas dicas de como melhorar a aula expositiva baseada no texto de Daniel Richardson,  "Don’t dump the didactic lecture; fix it." (2008) que em português seria algo como "Não deixe a aula didática (expositiva); conserte-a!". As dicas constam no material utilizado neste encontro (veja aqui).

O Learning Selfie e o Feedforward foram apenas explicados o que eram, como funcionavam, em que situações poderiam ser utilizados, pois devido ao tempo, optei por trabalhar alguns métodos em detrimento de outros.

Já o Learning Café e o Brainstorm+Value clock foram abordados de maneira integrada. Os participantes iniciaram com o Brainstorm ("tempestade de ideias") individual sobre as várias formas de avaliação da aprendizagem durante 01 minuto em uma folha de papel. Ao fim do tempo, os papéis eram trocados em sentido horário e o Brainstorm continuava neste papel do colega, por mais 01 minuto, anotando formas de avaliação que ainda não constavam neste papel. Essa sistemática ocorreu até que todos tivessem contribuído nas folhas de papel de todos os colegas, caracterizando a técnica do Learning Café. Em seguida, foram compilados (listados sem repetição) os tipos de avaliação que constavam nos papéis para que pudéssemos iniciar o "Value Clock" (ou Relógio de valor), com a intenção de descobrir dentre os métodos listados, quais tinham mais importância para os participantes e assim fazê-los refletir sobre os processos avaliativos que eles mesmos empregam em seu cotidiano enquanto docentes. Cada participante votou nos 5 métodos que acreditava serem os melhores, depois foram identificados os métodos mais votados (avaliação escrita, avaliação prática, avaliação em grupo, mapa mental e projetos) e nomeados de "A" a "E" respectivamente para estes se tornarem cada um dos extremos do relógio. Na sequência foram analisados aos pares (A e B por exemplo, depois A e C, A e D, A e E, B e C, B e D, B e E, .... até completar as análises) de modo que a análise consistia em verificar (na opinião dos participantes) qual dos dois era "mais importante" ou verificava melhor a aprendizagem. O que item que fosse "mais importante" tinha a ponta da seta apontada para ele. Ao final das análises por pares houve uma surpresa para os participantes, pois o que é amplamente difundido e defendido ainda nos dias de hoje, a avaliação escrita (prova), não teve nenhum voto no relógio de valor refletindo que ela é fruto de uma repetição da forma de ser docente, mas que quando pensado conscientemente sobre outros métodos, a prova perde espaço por não refletir o conhecimento e habilidades dos estudantes.
Na Figura 1 segue a produção dos participantes da capacitação e podemos observar que avaliar por Projetos recebeu 4 votos, aval. prática recebeu 3 votos, mapa mental 2 votos, aval. em grupo apenas 1 voto e a avaliação escrita (prova), nenhum voto quando comparada com esses métodos anteriormente mencionados. 


Figura 1. Value Clock sobre métodos avaliativos.



A Gamificação foi exemplificada através do Kahoot!, que é uma plataforma online para criação de questionários, quizzes etc e pode ser utilizada em sala de aula de forma simples, cativando os alunos através da competição e foi empregada com perguntas à respeito dos assuntos dessa formação para também testar a aprendizagem dos participantes. A ideia era que os participantes pudessem enxergar essa ferramenta como um auxílio pedagógico em atividades de revisão de conteúdos ou quem sabe avaliações (diagnóstica ou formativa) por exemplo. As aplicações são muitas e por isso a importância de aproximar a gamificação da sala de aula, principalmente quando tratamos de conteúdos densos como os de eletrotécnica. Alguns dos professores já tinham ouvido falar nessa plataforma (Kahoot!) mas ainda não tinham utilizado e deram feedback positivo quanto ao uso em suas próximas aulas.


Ao final do encontro procurei elencar algumas das possíveis aplicações das ferramentas e métodos apresentados nesta capacitação, na intenção de ampliar a percepção dos participantes quanto as diferentes estratégias que devem ser adotadas para as diferentes etapas do processo educacional. Não posso garantir que houve internalização e olhar mais atento a essas ferramentas como auxílio (suporte didático) no processo de ensino-aprendizagem dos conteúdos, mas espero que façam uso de quaisquer outros recursos para o aprimoramento do processo educacional.





Impressões da formação continuada! - Parte 3


No terceiro encontro foram trabalhados os assuntos Integração curricular (exemplos), Teorias de aprendizagem significativa (exemplos) através de aula expositiva e discussão sobre os exemplos da revisão bibliográfica que se referem à dificuldade em aprender eletrotécnica com modelos estáticos, metodologias pouco explicativas e atrativas.

O assunto Aprendizagem Significativa foi trabalhado através de aula expositiva, ampliado através do vídeo abaixo e discutido se era coerente a teoria dentro dos cenários em que os participantes vivenciavam.

Vídeo referente à Aprendizagem Significativa (David Ausubel)

A Taxonomia de Bloom foi apresentada aos participantes, as melhores formas de ensino-aprendizagem (observando os níveis de retenção dos conteúdos), apresentados exemplos de como utilizar a Taxonomia de Bloom na avaliação e ainda sobre a Taxonomia, foi amplamente discutida a aplicação e a criação do conhecimento para os diferentes níveis de formação (a diferença entre o técnico e engenheiro), principalmente pois trabalhamos em uma instituição que forma técnicos e graduados em áreas de conhecimento semelhantes.
A discussão foi calorosa mas chegou-se em um consenso de que os níveis de cobrança de conhecimento no processo avaliativo deveria ser diferente (ou pelo menos atentamente observados) entre os técnicos e engenheiros por exemplo, pois atuam em frentes de trabalho distintas dentro da mesma grande área de conhecimento.

Foram apresentados o que são os Critérios de avaliação da aprendizagem (definição dos objetivos de aprendizagem da disciplina), Situações de aprendizagem: Resultados desejados (eficácia, eficiência e atração) e Condições de instrução (o que deve ser aprendido, estudantes, ambiente de aprendizagem e restrições). 

Após essas considerações, foi proposta a atividade que seria o produto deste curso: uma estratégia (plano de ensino) que considerasse os conhecimentos adquiridos até este 3º encontro e que seria avaliado conforme os critérios do "Contrato de aprendizagem" entregue no 1º encontro.

Para isso foi utilizada a técnica OPEN SPACE para a produção colaborativa dos objetivos de aprendizagem. Inicialmente foram definidos o curso, modalidade, turma – para o grupo de professores. Em seguida definidas disciplina, conteúdo – por professor. Depois redigidos os objetivos de aprendizagem conforme a Taxonomia de Bloom, buscando integrar os objetivos de aprendizagem com outras disciplinas.  Foi proposto que os participantes utilizassem o Google docs para facilitar a elaboração e também para explorar a ferramenta.

Devido ao tempo, os participantes não conseguiram iniciar a atividade, mas foram orientados de como procederiam no último encontro, no qual concluiriam a atividade e incluiriam ferramentas digitais a essa proposta.

De maneira geral esse encontro foi bom, apenas cansativo pois não houveram muitas atividades dinâmicas para aprender fazendo ou construindo algo. Foram utilizadas basicamente aula expositiva e discussões, o que devem ser repensadas caso haja uma replicação do modelo de curso de formação continuada para professores. O feedback quanto aos conteúdos abordados neste dia foi bom, pois alguns que já tinham ouvido falar em Taxonomia de Bloom puderam aproximar a teoria à realidade em sala de aula. Outros ficaram bem interessados na Teoria de Ausubel - Aprendizagem significativa pois levantaram a hipótese de que alguns dos problemas que enfrentavam em sala de aula com os alunos poderia ser oriundo da ausência de conhecimentos prévios e por sua vez, de conexões entre estes e os novos conhecimentos. Acredito que o objetivo de sensibilizar os professores quanto à necessidade de observar os conhecimentos prévios dos alunos para uma aprendizagem significativa e não mecânica, da necessidade de integrar atividades/disciplinas para que essas façam mais sentido no "mundo real" (profissional) e estabelecer uma avaliação condizente com o perfil do estudante foi atingido pois grande parte dos colegas participantes desta capacitação não tinha conhecimento sobre o assunto e ficaram pensativos sobre o assunto.

😊




Impressões da formação continuada! - Parte 2


No 2º encontro trabalhamos sobremaneira a técnica "KWL" (Know, Want, Learned – “O que sei, o que quero saber e o que aprendi”).
No primeiro momento os participantes foram convidados através de um vídeo "Missão do dia" para que pudéssemos trabalhar essa técnica com a metodologia de Sala de aula invertida no Padlet.





No Padlet (acesse aqui) inicialmente foi lançada uma pergunta que deveria ser respondida sem a necessidade de pesquisa, pois se tratava da etapa "K" (Know - O que sei sobre o assunto?) que era "O que você sabe a respeito do profissional que está sendo demandado pelo mundo do trabalho e pela sociedade neste século XXI?" Em seguida foi pedido para que respondessem a etapa "W" (Want - O que quero saber?) através da segunda pergunta "Respondam o que você gostaria de aprender sobre esse assunto relacionado à formação do aluno, que é onde você enquanto docente se insere no processo". Após essas duas etapas, foi passado uma revista "O guia definitivo da educação 4.0" para que lessem em casa e respondessem a última etapa da técnica KWL, o "L" (Learned - O que aprendi?), orientados para realizar no Padlet uma postagem explicitando o que aprendeu sobre o assunto, o que achou interessante/impactante e também mencionar se perceberam os desafios do professor diante das solicitações dos alunos e de formação [dos alunos] para o século XXI. 

Em seguida foram iniciadas mais 2 atividades utilizando KWL, mas com assuntos e ferramentas diferentes: KWL Chart em folha sulfite e KWL através de Mapa Mental em ferramenta digital. 

  • Para aplicação do KWL Chart em folha sulfite foi lançada a pergunta “Quais as dificuldades no ensino-aprendizagem da atualidade?”. Inicialmente foram trabalhadas as etapas “K” e “W” e após isso houve um momento para explicação (aula expositiva) e discussão sobre as dimensões de aplicação do modelo TPACK para que o quadro fosse completado com a etapa “L” ao final da aula. A produção foi individual.
  • Para aplicação do KWL juntamente com a metodologia de Mapa Mental no TEXT2MINDMAP (site para elaboração de mapas mentais gratuitos), com as perguntas “K - O que sei sobre metodologias ativas?”, “W - O que quero saber sobre metodologias ativas?” e “L - O que aprendi?”). Inicialmente serão trabalhadas as etapas “K” e “W” e após isso houve um momento para explicação (aula expositiva) e discussão sobre as metodologias ativas para que o mapa mental fosse concluído (etapa "L") de maneira colaborativa ao final da aula. Cada participante contribuiu com um item em cada etapa e a produção segue na Figura 1.


O resultado compilado da página do PADLET com as respostas dos participantes pode ser encontrado aqui. 


 Figura 1. Produção colaborativa KWL sobre metodologias ativas utilizando Mapa Mental.


Ao final da aula as produções foram concluídas e pudemos observar que os participantes estavam sempre em busca por novas estratégias, como aplicá-las e saber se os resultados eram positivos. Na aula expositiva foram apresentados alguns exemplos aplicados em conteúdos de Eletrotécnica o que motivou os professores dessa área quanto à possibilidade de utilização em sala. A estratégia do KWL também foi bem aceita pelo feedback dado pelos participantes durante a aula e principalmente quando o professor Dr. Antônio dos Santos Júnior (meu orientador na pesquisa do mestrado) fez demonstrações de que utilizava a estrutura do Mapa mental em suas aulas expositivas a fim de estabelecer conexões e significados (teoria Ausubeliana) cognitivos para os alunos. Em seguida ele trouxe alguns de seus alunos para dar depoimentos de como eram as aulas, se era agradável a maneira de aprender e estudar proposta pelo professor, se aprendiam efetivamente e os resultados impressionaram os participantes do curso de formação continuada. Esse momento de exemplificação da eficiência da técnica teve grande impacto positivo de modo que nosso professor participante da aplicação da pesquisa de mestrado quis empregar a técnica do Mapa Mental em todas as turmas em que dá aula. 😊

Figura 2. Participantes respondendo via smartphone as etapas "K" e "W" no PADLET.




Os materiais desta capacitação podem ser acessados pelo endereço: 




quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Impressões da formação continuada! - Parte 1

Olá pessoal!

Vamos aos relatos da experiência!

No 1º encontro iniciamos as atividades com o "Momento Uau!" no qual cada participante expôs o momento de sua carreira docente que mais lhe impactou positivamente ao ponto de motivá-lo em sua trajetória profissional.
As respostas convergiram para os momentos em que os alunos dos participantes realizavam as "conexões" necessárias para a aprendizagem entre os conhecimentos teóricos na prática ou mesmo o relato do aluno ao mencionar que os conhecimentos adquiridos em sala de aula foram fundamentais em sua atividade profissional (estágio obrigatório). Outro relato interessante dispôs sobre o resultado surpreendente dos alunos ao realizarem atividades que envolviam desenho em ferramentas assistidas por computador (CAD) em Power Point, nos levando a pensar sempre "fora da caixinha" quanto à possibilidade de uso dos recursos e também ao potencial de superação dos estudantes.

Após esse momento, passamos para uma reflexão guiada através de um questionário, em que cada participante respondeu compartilhando através da técnica "Given Voice" (o participante só fala se tiver com um objeto em mãos - no caso foi um pincel - simbolizando que este "tem a voz" e os demais só falam quando este terminar e passar o pincel). As perguntas foram:

Figura 1. Questões da reflexão


O resultado dessa reflexão foi interessante pois tinha através das respostas, a conversa foi conduzida para que o participante refletisse sobre si, sobre sua trajetória docente, sobre seus saberes (que são plurais, de naturezas distintas e resultado de um conjunto de fatores pessoais e profissionais), sobre o fato da repetição de suas atitudes em sala de aula serem fruto de sua trajetória enquanto estudante e da possível deficiência de saberes pedagógicos e  assim abrir caminho para a busca por uma nova postura em sala de aula.

A atitude dialógica foi trabalhada juntamente com o Mapa de Empatia, onde o participante fez o mapa/dialogou com um de seus alunos (neste momento o professor saiu de sala para procurar algum de seus alunos). Os participantes compartilharam em voz alta as questões do mapa montado e pudemos discutir e refletir a respeito das diferentes formas de ser e de ver o mundo por parte dos estudantes, que impactam nas relações de empatia e aprendizagem. 

Figura 2. Mapa de Empatia.

Tivemos estudantes de séries (1º, 2º, 3º e 4º anos do ensino médio integrado ao técnico) e cursos distintos (Edificações e Eletrotécnica) e também da graduação de Psicologia. Os resultados convergiram para a o objetivo da atividade: mostrar aos professores participantes que alunos de séries diferentes, de modalidades diferentes tem necessidades diferentes quanto à aprendizagem pois seus contextos são distintos e impactam diretamente em seus objetivos, na forma de ser, agir e na aprendizagem. 
Através da pergunta "Como você usaria essa técnica em sua aula?" lançada ao final dessa atividade, buscamos identificar se os participantes conseguiam enxergar aplicabilidade em seu cotidiano e pode ser notado que ainda havia uma distância entre a compreensão e aplicação.
Com a ajuda do professor Dr. Antônio dos Santos Júnior (meu orientador nessa pesquisa de mestrado), buscamos explicar que devem haver diferentes formas de linguagem, abordagem, estratégias a serem empregadas para se alcançar um objetivo, que pode ser de transmissão de uma informação ou a necessidade de ensinar e se fazer entender por parte dos estudantes (ou de qualquer outro público ou pessoa) que vêm de contextos, tem idades, histórias e saberes distintos, devendo a estratégia ser articulada ao público e suas necessidades para que o objetivo seja alcançado.

A meu ver os objetivos do encontro puderam ser atingidos pois a abordagem procurou de sobremaneira inquietar os participantes quanto à necessidade de se enxergar enquanto profissional docente e enxergar o aluno e suas particularidades,  que impactam no ensino-aprendizagem deste. A abordagem foi realizada na sala 7 do IFRO - Campus Calama através de um grupo de discussão de experiências, reflexões e relatos em um ambiente instrucional leve como pode ser visto na foto a seguir.

Figura 3. Momento de reflexão.





Os materiais utilizados neste curso de formação continuada de professores está disponível no endereço: https://drive.google.com/drive/folders/1Bi4RETSI1BcIT5wvEwgDmA5ZJj_t88VG?usp=sharing



quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Olá!

Gostei muito de participar desta capacitação que amplia o horizonte de atuação do professor. O momento pede novas atitudes desse profissional para sair de um modelo tradicional e tão engessado que à primeira vista as novas propostas parecem impossíveis de serem aplicadas com sucesso.
Mas o que mais me impactou foi que pude ver na prática como é possível utilizar metodologias diferentes, que colocam o aluno como centro do aprendizado, sem perder o aproveitamento do tema da disciplina e dinamizando a aula.

Não tinha ouvido falar de muitas coisas e pretendo buscar novas atividades para incluir nas minhas disciplinas (que são de graduação), por exemplo o Learn Café e o One Minute Paper que inclui uma valorização emocional do aluno.

Achei muito interessante a Taxonomia de Bloom para definir os objetivos de aprendizagem como um norteador de acompanhamento e nível de exigência que devemos ter com os alunos.

Agradeço o convite da Tayana para participar desse maravilhoso trabalho que contribui para inspirar os professores e os alunos na relação entre ensino e aprendizagem.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Considerações Juliano

Boa noite a todos (as),

Com relação a essa capacitação escolhi as questões abaixo para responder:

1) O que mais achou interessante?

O que mais me chamou a atenção foram as metodologias ativas. Onde o aluno é convidado a fazer parte do seu aprendizado. Destacando o sistema de avaliação em competências, com os níveis de satisfatório, bom e ótimo. Também me chamou a atenção a utilização do mapa mental de toda uma disciplina. Amarrando todos os conceitos e aprendizados de uma mesma disciplina.   

2) O que mais lhe impactou?

Meu maior impacto foram a ferramenta K W L, utilização do Kahout e do Padlet. Além das explicações da Tayana e do Dr. Antonio.

3) O que achou tedioso?

O que mais achei tedioso foi o tempo de 4 horas em cada encontro. Achei que o treinamento poderia ter sido diluído em mais encontros.

Fica aqui meu agradecimento a Tayana que com maestria conduziu essa capacitação ao Dr. Antonio com seu grande conhecimento sobre as ferramentas e metodologias. E agradecimento aos colegas que participaram. 

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Considerações - Prof. Raian Sânder

Boa tarde,

Primeiramente gostaria de agradecer imensamente o convite da Prof. Tayana Marques para participar desta capacitação de professores através do Compartilhamento de Metodologias e Ferramentas Educacionais na Educação Profissional e Tecnológica.
Através destes encontros, tivemos acesso à novas metodologias e ferramentas super simples de serem adotadas e com um potencial motivador/transformador enorme.

O que mais achei interessante foi a maneira que os encontros foram conduzidos: se o objetivo era apresentar novas maneiras de desenvolver o pensamento e aplicá-las, a utilização das metodologias adotadas nesse curso atingiram seu objetivo. Detalhes como "Given voice" e as reflexões feitas foram fundamentais nesse processo.

O que mais me chamou atenção e mais me impactou foi o despertar para as novas metodologias: o aluno sendo o protagonista de seu processo de aprendizagem e o professor como mediador/possibilitador deste processo. Devemos deixar no passado as metodologias do passado. Devemos e precisamos evoluir.

Confesso que não conhecia as ferramentas apresentadas (Kahoot, Value Clock e KWL) e nem enxergava as possibilidades de utilização.

O legal é que: somos professores que utilizam as mesmas metodologias de anos atrás (quadro e voz como se fosse palestra) e a parte mais tediosa foi justamente quando houve a necessidade de se utilizar apenas essa velha metodologia.

Abraços!